Vantagem de Dilma em MG beira 20 pontos e desanima tucano

Apesar do empenho e otimismo de José Serra (PSDB) na última semana de corrida eleitoral, assessores e aliados sabem que uma vitória sobre Dilma Rousseff (PT) é improvável. Por isso não foi reservado nenhum local de comemoração para este domingo, quando eleitores escolherão o substituto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro turno, havia certeza de que tucano passaria a etapa e, por isso, a campanha alugou um espaço para eventos na capital paulista.

O diagnóstico mais duro de que a vitória é improvável veio de Minas Gerais, onde Serra tinha esperança de que o senador eleito Aécio Neves (PSDB) ajudasse a promover uma virada. Na quinta-feira, ele e o governador reeleito, Antonio Anastasia, fizeram um relato de como estava a situação no Estado: Dilma se mantém forte no Norte e no Triângulo Mineiro, onde nem Anastasia venceu.

19 pontos de vantagem para Dima em MG

Um integrante do PSDB mineiro que mantém diálogo frequente com Serra contou ao iG que a diferença em pontos percentuais entre Dilma Rousseff (PT) e Serra ficará nos números da contagem nacional. De acordo com as últimas pesquisas, a petista está 14 pontos percentuais na frente.

Mas uma pesquisa encomendada pelo jornal O Tempo mostra que a vitória de Dilma em Minas será maior. A pesquisa DataTempo/CP2 realizada em todo o Estado mostra vantagem da candidata do PT de 19 pontos percentuais em relação ao seu adversário tucano. A petista registra 59,50% dos votos válidos (não são considerados os brancos, nulos e os indecisos) contra 40,50% de Serra.

Contabilizando todas as intenções de votos (brancos, nulos, indecisos), Dilma tem 52,53% da preferência do eleitorado contra 35,81% de Serra. Afirmam que não sabem em quem votar ou não respondem 5,40% dos pesquisados. Dizem que vão anular o voto 4,14% e 1,54% pretende votar em branco. Afirma que não quer votar em ninguém 0,58% dos entrevistados.

Na comparação com a pesquisa DataTempo/CP2 divulgada em 20 de outubro, as intenções de voto em Dilma cresceram de 51,22% para 52,53% – variação abaixo da margem de erro, que é de 2,16 pontos percentuais. Já José Serra caiu de 38,37% para 35,81% – um pouco acima da margem de erro.

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos aos entrevistados, Dilma Rousseff se mantém na liderança. Nessa situação, ela tem 50,80% das intenções de voto contra 34,07% de José Serra.

Dilma vence também em Belo Horizonte

De acordo com a pesquisa DataTempo/CP2, Dilma registra o seu melhor desempenho nas regiões mais pobres do Estado. Nas regiões Norte e Noroeste de Minas, a petista tem 61,50% das intenções de voto contra 30,80% do candidato do PSDB. Situação parecida ocorre nos vales do Jequitinhonha e Mucuri, onde Dilma Rousseff conta com 60,70% da preferência do eleitorado, e José Serra registra 27% do total.

As regiões Central, Oeste e Sudoeste são as que oferecem melhor desempenho para José Serra em Minas Gerais, segundo a pesquisa DataTempo/CP2.

Na região Central, José Serra vence Dilma Rousseff . Ele tem 51,10% das intenções de voto contra 46,70% da candidata petista. Quadro semelhante ocorre nas regiões Oeste, Sudoeste, onde o tucano também supera a petista. Ele registra 50,70% da preferência do eleitorado contra 39,30% de Dilma Rousseff.

Na região metropolitana de Belo Horizonte, onde os candidatos fazem hoje as últimas atividades de campanha, Dilma Rousseff vence José Serra. A petista contabiliza 54,40% das intenções de voto contra 30,70% do tucano. No Triângulo Mineiro, Dilma também vence Serra com 54,90% contra 35,20%.

O Campo das Vertentes é a região em que a candidata Dilma Rousseff (PT) e o seu rival José Serra (PSDB) mais se aproximam. Nessa área do Estado, a petista tem 44% das intenções de voto contra 40,40% do tucano.

Desanimados, tucanos dizem: “Minas é isso”

“Minas é isso. Um retrato do Brasil mesmo”, disse o interlocutor tucano ainda enquanto Serra discursava para militantes do PSDB em evento político realizado na quinta-feira em Montes Claros, município localizado no semi-árido na região Norte de Minas. Na cidade, Dilma deverá vencer com facilidade. No primeiro turno, o tucano ficou em terceiro lugar.

Ex-governador mineiro e senador eleito pelo PSDB, Aécio Neves também estava no evento. Assim como Serra, Aécio tentou demonstrar otimismo. “Acho que ainda dá. Não podemos nos preocupar com pesquisas. Tem um movimento silencioso em favor de Serra”, disse.

Fazendo uma autocrítica, lideranças tucanas avaliam que esse “movimento silencioso”, como classificou Aécio, talvez seja tão silencioso que desanime eleitores, aliados e, especialmente, doadores. A ida de Serra ao segundo amenizou a dificuldade financeira pela qual a campanha tucana passou na primeira etapa, mas não foi o suficiente para enfrentar a robusta empreitada adversária.

Desanimados, auxiliares de Serra tentam se espelhar no “chefe” e manter o vigor no fim da disputa. Na última semana de campanha, o tucano chegou a viajar para quatro Estados no mesmo dia. Ele, sim, não perde o ânimo, apesar dos avisos de auxiliares de que poderá perder a eleição também em Minas.

As pesquisas de intenção de voto também contribuíram para o clima. Até mesmo o levantamento encomendado pelo próprio PSDB ao instituto carioca GPP, ligado ao ex-prefeito do Rio Cesar Maia, apontava vitória de Dilma a poucos dias da eleição. Daí a campanha de difamação da reputação dos principais institutos de pesquisa liderada pelo coordenador da campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra.

Como resume uma liderança tucana, a vitória de Serra é mais um desejo do que uma possibilidade real. No Nordeste, o candidato derrotado ao governo de Pernambuco pela aliança tucana, Jarbas Vasconcelos (PMDB), reconhece que o objetivo na região é “diminuir o tamanho da derrota”. Para isso, apostam na abstenção. No primeiro turno, os eleitores contaram com o transporte providenciado por candidatos a deputado para chegarem até as urnas. Sem essa ajuda, agora, a diferença entre Dilma e Serra pode cair, espera o deputado Raul Jungmann (PPS).

A esperança é que Serra consiga tirar a desvantagem em São Paulo e nos Estados do Sul. Em São Paulo, o presidenciável conta com o governador eleito pelo PSDB, Geraldo Alckmin, para garantir uma vitória confortável. A conta é de 5 milhões de votos de vantagem sobre Dilma.

Fonte: iG

 

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