Socialismo em Cuba: Nunca iremos recuar

O estudo do socialismo cubano ocupou parte do tempo de Fernando Martínez Heredia, Prêmio Nacional de Ciências Sociais (2006) e, entre todas as visões, considera interessante a assimilação popular do termo.

O jornal Granma o entrevistou a respeito do assunto:

Granma: Como o povo assimilou, no início, o termo socialismo?

O socialismo em Cuba foi assimilado pelo povo — e refiro-me à maioria — como o modo superior de sua libertação. O socialismo não era já simplesmente derrotar a tirania de Batista, apoderar-se das propriedades usadas pelos ricos para submeter a maioria à miséria ou tirar aos norte-americanos o poder que tinham em Cuba.
Assim sendo, o socialismo foi considerado como forma da dignidade humana, de assumir, afinal, a condição humana: não ser o lobo dos outros para sobreviver; sentir-se companheiro de outros; para a mulher, o fato de não ter sido mais considerada inferior ao homem; não considerar o ofício mais simples como uma desonra, e outras coisas que foram surgindo de maneira mais humana para as pessoas.
Além disso, significou levar um fuzil na mão e a possibilidade não só de se defender, mas de defender todos com uma arma, que já não era símbolo exclusivo dos corpos de repressão. Ter a capacidade de ler, escrever e estudar as séries escolares. Tudo isso, desde o início, foi o socialismo, e daí a imensa força dele hoje, na Ilha.
O socialismo foi assimilado de maneira maravilhosa pela maioria dos cubanos, ainda em meio a grandes lutas: as lutas de classes, as lutas contra o imperialismo, as inúmeras pessoas que, sem serem ricas, não entenderam a Revolução e abandonaram o país. Outros que chegaram também a lutar contra a Revolução e eram pobres, o que é ainda mais difícil.
Quer dizer, também não foi uma festa, mas de tudo isso, surgiu a fortaleza do socialismo em Cuba.

Granma: Considera que em 50 anos o socialismo evoluiu?

Em 50 anos, o socialismo, com certeza, foi mudando quanto a sentido e conteúdo. Eu acho que, de muitos pontos de vista, a mudança foi muito positiva.
Foi muito positivo quando tornou universais os serviços fundamentais, e os principais deles foram gratuitos.
Cuba é uma Revolução verdadeira e muito profunda, por meio da qual se apropriou das riquezas nacionais e depois, organizou a partilha. Em lugar de uma partilha efêmera e desorganizada, tornou-a um poder capaz de oferecer educação e saúde gratuitas, e oportunidades às pessoas de acordo com seus méritos e qualidades.
Alguma vez perguntaram a alguém qual o salário para poder receber algum tratamento? Não, e isso é resultado de uma sociedade superior. Daí provém a cultura socialista cubana e a capacidade de vencer e de resistir.
Há 20 anos, o socialismo colapsou em escala mundial. Quando a União Soviética se desintegrou, muitos pensaram que Cuba não conseguiria sobreviver porque dependia dela. Mas, em seguida, ficou demonstrado que isso não só era falso, mas também que o socialismo cubano tinha força e profundas raízes.
Hoje, nossos detratores não tiveram outra alternativa que acostumar-se a uma Ilha com um papel muito importante no continente, na nova onda de movimentos populares, nos milhares de internacionalistas de elevada qualidade profissional que colaboram em diversos países, que ajuda a que revoluções como as da Venezuela e Bolívia floresçam a partir de benefícios reais para o povo. Isto é, são benefícios do socialismo que se mantiveram.
Hoje, estamos em meio a um processo de recuperação do pensamento marxista e do conjunto de pensamentos revolucionários cubanos. O presidente Raúl Castro afirmou com clareza: “Estamos diante de um debate do povo e suas opiniões são alicerces do Congresso e da Conferência do Partido. Exercitamos a capacidade do povo cubano de participar de maneira autenticamente democrática, questão positiva e fundamental”.
Deste debate também deve surgir, entre outras questões, a solução para mudar a opinião de que não devemos continuar sendo socialistas e devemos recuar.
Nós nunca vamos recuar para nos salvar. Conseguiremos salvar-nos indo para frente, e por isso, ainda restam dias de trabalho maravilhosos ao socialismo em Cuba.

Dilbert Reyes Rodríguez –  Extraído de Granma Internacional

Anúncios

Assédio moral é maior entre empregado formal

Os trabalhadores com carteira assinada são os mais vulneráveis ao assédio moral. Do total dos funcionários que sofrem com a pressão no ambiente de trabalho, 40% têm vínculo formal. Os bancários fazem parte desta lista.
Os servidores públicos aparecem na segunda colocação. Ao todo, 34% já passaram por assédio moral. Em seguida estão os estagiários e pessoas em experiência (4,5%), contratados por tempo de serviço (3,5%), temporários (1%) e outros (17%).
O levantamento aponta ainda que 68% dos casos de assédio acontecem em grandes empresas privadas, como os bancos. Os homens são os que mais praticam, com 46,5%, enquanto que as mulheres, na posição de chefia, chegam a 31%.
De acordo com 68,3% dos entrevistados, a prática ocorre várias vezes por semana. Apenas 19,5% disseram que o assédio moral é realizado uma vez por semana e outros 12,2%, uma vez ao mês. Outro dado assustador diz respeito ao assédio sexual. No total, 14% dos entrevistados relataram que já foram vítimas.
A pesquisa, coordenada pela médica do trabalho Margarida Barreto, revela também que os trabalhadores com carteira assinada sofrem mais porque representam grandes custos e o que as empresas menos querem é ter gastos com o empregado. O objetivo gira em torno do lucro e, para isso, é preciso produtividade.
Assédio
O assédio moral se caracteriza por atitudes e condutas negativas dos chefes em relação aos subordinados. Entre os casos mais comuns destaque para as desqualificações e desmoralizações, constrangimento e humilhações durante toda a jornada de trabalho.
Leia mais:http://www.bancariosbahia.org.br

Santander condenado por assédio moral

Humilhações, constrangimento e violência psicológica. Uma pesquisa realizada com mais de 1.200 bancários em todo o país revelou que oito em cada 10 funcionários são vítimas de assédio moral no ambiente de trabalho.
É o caso de uma funcionária do Santander, demitida depois de sofrer assédio moral por parte do gerente. Entre os absurdos, insinuações de que as metas tinham de ser cumpridas a todo custo, inclusive, com favores sexuais.
O banco foi condenado em todas as instâncias e agora vai ter de pagar indenização no valor de R$ 35 mil à ex-bancária, que prestou serviço para a empresa por 27 anos.
O caso, mais um entre centenas em tramitação na Justiça, mostra que as instituições financeiras não se preocupam com o bem-estar do funcionário. O que importa é o lucro e as formas de engordar ainda mais os cofres, além de cobrar o maior juro do mundo, é explorar o bancário cobrando produtividade.
Leia mais: http://www.bancariosbahia.org.br

O que você não leu na mídia sobre Paulo Renato (1945-2011)

Por Idelber Avelar

Morreu de infarto, no último dia 25, aos 65 anos, Paulo Renato Souza, fundador do PSDB. Paulo Renato foi Ministro da Educação no governo FHC, Deputado Federal pelo PSDB paulista, Secretário da Educação de São Paulo no governo José Serra e lobista de grupos privados. Exerceu outras atividades menos noticiadas pela mídia brasileira.
Nas hagiografias de Paulo Renato publicadas nos últimos dois dias, faltaram alguns detalhes. A Folha de São Paulo escalou Eliane Cantanhêde para dizer que Paulo Renato deixou um “legado e tanto” como Ministro da Educação. Esqueceu-se
de dizer que esse “legado” incluiu o maior êxodo de pesquisadores da história do Brasil, nem uma única universidade ou escola técnica federal criada, nem um único aumento salarial para professores, congelamento do valor e redução do
número de bolsas de pesquisa, uma onda de massivas aposentadorias precoces (causadas por medidas que retiravam direitos adquiridos dos docentes), a proliferação do “professor substituto” com salário de R$400,00 e um sucateamento que impôs às universidades federais penúria que lhes impedia até mesmo de pagar contas de luz. No blog de Cynthia Semíramis, é possível ler depoimentos às dezenas sobre o que era a universidade brasileira nos anos 90.
Ainda na Folha de São Paulo, Gilberto Dimenstein lamentou que o tucanato não tenha seguido a sugestão de Paulo Renato Souza de “lançar uma campanha publicitária falando dos programas de complementação de renda”. Dimenstein pareceu desconsolado com o fato de que “o PSDB perdeu a chance de garantir uma marca social”, atribuindo essa ausência a uma mera falha na campanha publicitária. O leitor talvez possa compreender melhor o lamento de Dimenstein ao saber que a sua Associação Cidade Escola Aprendiz recebeu de São Paulo a bagatela de três milhões, setecentos e vinte e cinco mil, duzentos e vinte e dois reais e setenta e quatro centavos, só no período 2006-2008.
Não surpreende que a Folha seja tão generosa com Paulo Renato. Gentileza gera gentileza, como dizemos na internet. A diferença é que a gentileza de Paulo Renato com o Grupo Folha foi sempre feita com dinheiro público. Numa canetada
sem licitação, no dia 08 de junho de 2010, a FDE da Secretaria de Educação de São Paulo transfere para os cofres da Empresa Folha da Manhã S.A. a bagatela de R$ 2.581.280,00, referentes a assinaturas da Folha para escolas paulistas.
Quatro anos antes, em 2006, a empresa Folha da Manhã havia doado a curiosa quantia–nas imortais palavras do Senhor Cloaca–de R$ 42.354,30 à campanha eleitoral de Paulo Renato. Foi a única doação feita pelo grupo Folha naquela eleição. Gentileza gera gentileza.
Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor do Grupo Folha. Os grupos Abril, Estado e Globo também receberam seus quinhões, sempre com dinheiro público. Numa única canetada do dia 28 de maio de 2010, a empresa S/A Estado de São Paulo recebeu dos cofres públicos paulistas–sempre sem licitação, claro, porque “sigilo” no fiofó dos outros é refresco–a módica quantia de R$ 2.568.800,00, referente a assinaturas do Estadão para escolas paulistas. No dia 11 de junho de 2010, a Editora Globo S.A. recebe sua parte no bolo, R$ 1.202.968,00, destinadas a pagar assinaturas da Revista Época. No caso do grupo Abril, a matemática é mais complicada. São 5.200 assinaturas da Revista Veja no dia 29 de maio de 2010, totalizando a módica quantia de R$1.202.968,00, logo depois acrescida, no dia 02 de abril, da bagatela de R$ 3.177.400, 00, por Guias do Estudante – Atualidades, material de preparação para o Vestibular de qualidade, digamos, duvidosíssima. O caso de amor entre Paulo Renato e o Grupo de Civita é uma longa história. De 2004 a 2010, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação de São Paulo transfere dos cofres públicos para a mídia pelo menos duzentos e cinquenta milhões de reais, boa parte depois da entrada de Paulo Renato na Secretaria de Educação.
Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor dos grandes grupos de mídia brasileiros. Ele também atuou diligentemente em favor de grupos estrangeiros, muito especialmente a Fundação Santillana, pertencente ao Grupo Prisa, dono do jornal espanhol El País. Trata-se de um jornal que, como sabemos, está disponível para leitura na internet. Isso não impediu que a Secretaria de Educação de São Paulo, sob Paulo Renato, no dia 28 de abril de 2010, transferisse mais dinheiro dos cofres públicos para o Grupo Prisa, referente a assinaturas do El País. O fato já seria curioso por si só, tratando-se de um jornal disponível gratuitamente na internet. Fica mais curioso ainda quando constatamos que o responsável pela compra, Paulo Renato, era Conselheiro Consultivo da própria Fundação Santillana! E as coincidências não param aí. Além de lobista da Santillana, Paulo Renato trabalhou, através de seu escritório PRS Consultores – cujo site misteriosamente desapareceu da internet depois de revelações dos blogs NaMaria News eCloaca News–, prestando serviços ao … Grupo Santillana!, inclusive com curiosíssima vizinhança, no mesmo prédio. De fato, gentileza gera gentileza. E coincidência gera coincidência: ao mesmo tempo em que El País “denunciava”, junto com grupos de mídia brasileiros, supostos “erros” ou “doutrinações” nos livros didáticos da sua concorrente Geração Editorial, uma das poucas ainda em mãos do capital nacional, Paulo Renato repetia as “denúncias” no Congresso. O fato de a Santillana controlar a Editora Moderna e Paulo Renato ser consultor pago pelo Grupo Santillana deve ter sido, evidentemente, uma mera coincidência.
Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor dos grupos de mídia, brasileiros e estrangeiros. O ex-Ministro também teve destacada atuação na defesa dos interesses de cursinhos pré-vestibular, conglomerados editoriais e empresas de software. Como noticiado na época pelo Cloaca News, no mesmo dia em que a FDE e a Secretaria de Educação de São Paulo dispensaram de licitação uma compra de mais R$10 milhões da InfoEducacional, mais uma inexigibilidade licitatória era anunciada, para comprar … o mesmíssimo produto!, no caso o software “Tell me more pro”, do Colégio Bandeirantes, cujas doações em dinheiro irrigaram, em 2006, a campanha para Deputado Federal do candidato … Paulo Renato! Tudo isso para não falar, claro, do parque temático de $100 milhões de reais da Microsoft em São Paulo, feito sob os auspícios de Paulo Renato, ou a compra sem licitação, pelo Ministério da Educação de Paulo Renato, em 2001, de 233.000 cópias do sistema operacional Windows. Um dos advogados da Microsoft no Brasil era Marco Antonio Costa Souza, irmão de … Paulo Renato! A tramóia foi tão cabeluda que até a Abril noticiou.
Pelo menos uma vez, portanto, a Revista Fórum terá que concordar com Eliane Cantanhêde. Foi um “legado e tanto”. Que o digam os grupos Folha, Abril, Santillana, Globo, Estado e Microsoft.

Everaldo Silveira
Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

Do Pimenta: NOVO PRESIDENTE NÃO DESCARTA PRIVATIZAÇÃO DA EMASA. OAS TEM PLANO PARA ASSUMIR EMPRESA

Alfredo Melo saiu porque era contra privatização.

Alfredo Melo, como adiantou o PIMENTA, não é mais presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), mas ninguém no governo diz publicamente quais as razões que levaram à saída do engenheiro do principal cargo da empresa da qual é funcionário concursado.

Hoje pela manhã, o prefeito Capitão Azevedo (DEM) antecipava ao blog a substituição de Alfredo Melo por Geraldo Briglia, mas não dizia claramente por qual motivo o engenheiro deixou o cargo (confira entrevista exclusiva abaixo).

Este blog apurou, no entanto, que Alfredo começou a cair quando deixou claro que não concordava com a privatização da Emasa. Há 15 dias, a OAS apresentou ao prefeito e ao engenheiro exonerado um plano para viabilizar a privatização. “Me recuso a aceitar isso”, reagiu o presidente diante de executivos da OAS e de membros do governo Azevedo.

Uma proposta mais branda transfere o comando da Emasa para a iniciativa privada via PPP (Parcera Público-Privada), algo já tentado pelo ex-prefeito Fernando Gomes por três vezes nos dois últimos mandatos (1997-2000 e 2005-2008). Como Alfredo resistia à privatização, foi destituído do cargo.

Confira o que diz Azevedo sobre a troca de comando. Na entrevista exclusiva ao PIMENTA, nas primeiras horas desta manhã de quinta, ele negou que pretenda privatizar a empresa:

PIMENTA – Qual o verdadeiro motivo da saída de Alfredo Melo?
Capitão Azevedo – Alfredo disse que estava havendo incompatibilidades e que preferia sair do cargo. Já que estava havendo isso, mudamos, sem problema.

Mas o que se comenta dentro e fora do governo é que a saída tem a ver com o processo de privatização da Emasa. A empresa será mesmo privatizada?

Azevedo nega privatização da Emasa.


Em hipótese alguma, jamais. A Emasa é pública e tem de continuar pública.

Não há nenhuma chance de privatização?
Nada, em hipótese alguma.

Mesmo que o senhor seja reeleito?
Jamais. Nós temos é que caminhar para revitalizar a Emasa. E o caminho é a construção da barragem, que é mais opção de água, que vai nos garantir água em todas as estações.

Apesar do prefeito Capitão Azevedo negar peremptoriamente uma possível privatização, o novo presidente da Emasa, Geraldo Briglia, concedeu entrevista ao PIMENTA, horas antes de assumir o cargo. E deixa claro que a empresa pode, sim, ser entregue à iniciativa privada. Confira:

PIMENTA – O senhor está assumindo a Emasa num período de crise nas relações internas. Qual será a linha adotada pelo senhor e quais as prioridades da gestão?
Geraldo Briglia – O que está acontecendo é que houve uma administração em que ocorreram muitas coisas e o povo se desuniu. Vamos implantar uma gestão unificada, desenvolver projetos para saneamento básico necessário a Itabuna.

O senhor é favorável à privatização da Emasa?

Briglia assume sem descartar privatização.


Não sou a favor nem contra. Na minha opinião, a gente sempre lutou para que isso não acontecesse. Mas hoje, com a própria determinação do governo federal de direcionar recursos nessa área para PPPs, é preciso analisar com cuidado. Certo é que fomos chamados para reorganizar a empresa e fazer como nas minhas duas gestões anteriores.

Leia mais: http://www.pimenta.blog.br/

Representante da Prefeitura não compareceu na audiência no MPT onde se discutiu o pagamento do vale transporte dos servidores

MPT vai ajuizar Ação Civil Pública contra a Prefeitura de Itabuna

Aconteceu hoje, às 13 horas, audiência na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), com o Sindserv para tratar acerca do pagamento do vale transporte dos funcionários e servidores da Prefeitura que residem fora de Itabuna.

Na reunião estavam presentes a procuradora Drª Claúdia de Mendonça Braga Soares, os dirigentes sindicais Karla Lucia, Jorge Teles, Wilmaci de Oliveira e Levi Araújo, representando o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv). O preposto da prefeitura não compareceu, mesmo sendo notificado através de telefone e oficio pelo MPT.

Diante da ausência do representante da administração municipal, a procuradora ajuizará Ação Civil Pública contra a Prefeitura. Segundo a procuradora, “considerando o que já foi feito no sentido de resolver a questão, este órgão tomará as medidas necessárias  judicializando a questão objeto do presente procedimento.”

O Sindserv, orientado pela procuradora, solicita dos servidores que residem fora da cidade, para protocolarem o requerimento junto à Prefeitura e entregue o requerimento na recepção do Sindicato para que seja anexado ao processo.

O Sindserv fica situado à Rua Duque de Caxias, 82 – Centro.

Maiores informações pelo telefone 3211 0631

SINDSERV – SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ITABUNA

FILIADO À CTB

As mulheres do Dois de Julho da Bahia

A libertação do Brasil sob o domínio de Portugal, ocorrida em 7 de setembro de 1822, sem derramamento de sangue, não teve a mesma repercussão que a Independência da Bahia, em 2 de Julho de 1823. No Estado, aconteceu um movimento popular em prol da liberdade. E as mulheres tiveram papel de destaque.
Na época em que o machismo era mais acentuado do que nos dias atuais, personagens femininos, que representam o dito “sexo frágil”, foram determinantes para a vitória da Bahia. “Maria Quitéria teve de se vestir de soldado e homem para guerrear. O instinto de liderança transformou-a em uma mulher decisiva nas ações do exército. Era ela quem determinava os ataques contra as tropas de Portugal”, explica o historiador e prior da Igreja dos Rosários dos Pretos, Júlio César Soares.
Outra personagem marcante é sóror Joana Angélica de Jesus, religiosa baiana que morreu ao defender o Convento da Lapa, em Salvador, enquanto abrigava soldados e guerreiros baianos refugiados dos soldados portugueses.
“Joana Angélica foi para frente do Convento e, acreditando que os portugueses a respeitariam, disse que eles só entrariam na igreja sobre o cadáver dela”, explica Júlio Soares. “O resultado foi o assassinato da freira e a invasão do Convento. O fato teve uma repercussão negativa na sociedade e o apoio popular contra Portugal cresceu”, concluiu o historiador.
Leia mais: http://www.bancariosbahia.org.br

Entradas Mais Antigas Anteriores