Deputado e trabalhadores querem a Bahia fora do Horário de Verão

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) é contra o horário de verão e afirma que a adoção da política implantada no país a alguns anos, que entre outubro e fevereiro, reduz em uma hora os relógios, com o objetivo de economizar energia elétrica, é criticada pelos baianos. Para Daniel, a medida é exitosa e importante em algumas regiões do Brasil, porém pelas características continentais do país, o procedimento não deve ser aplicado em outras, como é o caso da Bahia.

“Não vejo razão para que possamos desarrumar a vida das nossas crianças que acordam cedo para se dirigir à escola, a vida dos trabalhadores, nem tão pouco, a programação de entretenimento, enfim, toda a atividade cultural e turística que se desenvolve na Bahia neste período. O horário de verão na Bahia não revela ganhos efetivos na economia”, avaliou o deputado. “Por isso, sou contra o horário de verão na Bahia. E faço um apelo ao governo federal para manter o estado fora do horário de verão”, finalizou.

O Horário de Verão 2011/2012, que começa no dia 16 de outubro de 2011, vai acabar à 0h do terceiro domingo do mês de fevereiro – dia 19 de fevereiro de 2012. A determinação do começo e do fim do horário de verão, assim como os estados que fazem parte do programa, está em um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008.

Impacto negativo

O mesmo pedido foi feito ao governador Jaques Wagner em documento enviado pelo Sindicato dos Rodoviários que também é contrário à implantação do horário de verão na Bahia, por considerar que esse sistema de hora penaliza o trabalhador, e em especial os rodoviários. “Os companheiros do primeiro turno chegam à empresa, hoje, por volta das três horas da madrugada. O primeiro ônibus sai às 3h50. Imagine a hora que eles acordam. Com o horário de verão será uma hora a menos de descanso”, afirma o presidente do Sindicato Manoel Machado Filho.

“Com o Horário de Verão será uma hora a menos num período do sono importante para o descanso do corpo e a saúde física e mental. Assim sendo, é fácil deduzir o impacto negativo do Horário de Verão na saúde dos trabalhadores rodoviários, um profissional que transporta milhares de vida e para isso precisa estar descansado, física e mentalmente, sob pena de colocar em risco sua própria vida e a vida dos usuários”, diz o documento.

No documento, o Sindicato alerta também para os riscos a que a categoria está exposta, tendo que aguardar o transporte da empresa em ruas mal iluminadas e inseguras. “Temos registro de assaltos e agressões sofridas por trabalhadores nesse trajeto de casa para a empresa, situação que será agravada com o Horário de Verão”, denuncia, lembrando que a medida poderá aumentar os índices de violência que o governo tanto investe para reduzir.

De Brasília – Com agências 

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