Protestos contra os bancos em Nova York ganham apoio e cruzam o Atlântico

Poster de manifestante diz: Tenho 48 anos e este é meu primeiro protesto Lúcia Guimarães/AE

Em Londres, o movimento Occupy London lançou um website e planeja ocupar uma área ainda não anunciada perto da bolsa londrina, no dia 15 

Poster de manifestantes diz: Protejam as águas da exploração corporativa. Jesus era um socialista. Parem com os ataques de drones. Façam os banqueiros pagarem. Lúcia Guimarães/AE

NOVA YORK – Os protestos sob o lema “Occupy Wall Street”, que começaram há 3 semanas em Manhattan, se espalharam para dezenas de cidades, em 45 dos 50 Estados americanos. Neste domingo de calor incomum para o outono no nordeste americano, a multidão de manifestantes, turistas e jornalistas cobrindo os protestos não cabia no Zuccotti Park, a praça de 3 mil metros quadrados onde o movimento está acampado. A polícia nova-iorquina teve trabalho para manter o tráfego circulando – uma tarefa complicada pela passagem lenta de inúmeros ônibus de turistas que agora incluem a praça dos protestos no roteiro pelo sul de Manhattan. Em Londres, o movimento Occupy London lançou um website e planeja ocupar uma área ainda não anunciada perto da bolsa londrina, no dia 15.

Apoio Político. A líder da minoria democrata no Congresso, Nancy Pelosi, disse que os manifestantes estão descontentes com o desemprego. “Nada provoca mais indignação do que não poder sustentar sua família ou compreender suas perspectivas para o futuro,” disse Pelosi, que destacou a importância do pacote proposto pelo presidente Barack Obama para criar empregos, uma iniciativa que a oposição republicana promete bloquear.

Nos programas de TV políticos, que são uma tradição da manhã de domingo nos Estados Unidos, republicanos e democratas cavaram suas trincheiras contra e a favor dos protestos, que têm recebido adesões de sindicatos e associações profissionais.

No sábado à tarde, um grupo de manifestantes marchou para Washington Square a praça no bairro do Village onde fica uma réplica do Arco do Triunfo parisiense e é cercada por escolas da New York University. Mas a praça é fechada toda a noite pela polícia, o que impede um novo acampamento no local.

O Zuccotti Park, que os manifestantes ocuparam pela proximidade à Bolsa de Nova York, pode ser ocupado indefinidamente, explicou o comandante da polícia nova-iorquina, Ray Kelly. O parque é propriedade privada e foi criado num acordo entre uma empresa imobiliária e a cidade. Em troca do uso de um espaço comercial na área, a empresa teve que criar uma área verde que deve ficar aberta 24 horas por dia.

Microfone do povo. As relações entre manifestantes e a polícia pareciam mais cordiais, no domingo, e não havia sinais da tensão que marcou as primeiras duas semanas do protesto, quando houve centenas de prisões. Alguns manifestantes carregavam cartazes que lembravam os policiais de que eles também são parte da maioria da população que paga impostos e sofre com a recessão. Como é proibido usar altofalantes, quando grupos se reúnem para tomar decisões ou discursar sobre as inúmeras reivindicações do protesto, o jeito é apelar para o velho telefone sem fio. Um líder fala e os manifestantes vão repetindo as frases para que possam ser ouvidas à distância. A rotina já foi batizada de “microfone do povo.”

Fonte: http://economia.estadao.com.br

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