Colapso de Wall Street e a greve dos bancários

Na mesma semana em que 700 jovens foram presos por protestarem no Bronx, em Nova York, contra a ganância do mercado de capitais, há milhares de quilômetros bancários brasileiros deflagraram greve nacional. Com mais de 9 mil agências paralisadas e outras centenas de centros administrativos em greve, os trabalhadores no Brasil associam-se com a luta global que se intensifica em diversos países.
O que os gregos, italianos, chilenos, norte-americanos e brasileiros têm em comum neste momento? Mobilizam-se contra a desregulamentação do sistema financeiro e o consequente aprofundamento das desigualdades sociais provocado pela hegemonia das idéias liberalizantes.
Em nosso país, um executivo da direção dessas instituições chega a ganhar 400 vezes o piso da categoria. Enquanto isso, os bancários reivindicam apenas 5% de aumento real.
Os jovens que ocupam as praças ao redor de Wall Street não aceitam que a saída da crise recaia sobre as costas dos trabalhadores, exigindo que os bancos paguem a conta de sua voracidade excessiva que aniquila a produção e o desenvolvimento. Por aqui, os bancários querem também a regulamentação do setor e a distribuição justa de sua lucratividade bilionária, visto que nossa luta não é apenas corporativa.
Quem sabe a crise global ajude também a globalizar a luta e a solidariedade dos povos contra o apetite insaciável do setor mais poderoso do capitalismo atual, mas que já dá mostras de suas insuficiências.

*Augusto Vasconcelos é vice-presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, advogado e professor

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