BB lucra R$ 9,1 bilhões e cria 4.558 novos empregos até setembro

O Banco do Brasil alcançou lucro de R$ 9,154 bilhões nos nove primeiros meses de 2011, segundo dados do balanço oficial da empresa, divulgado nesta quinta-feira (3). O resultado é 18,9% maior que o apurado no mesmo período de 2010. Neste mesmo período, a empresa abriu 4.568 novos postos de trabalho.
No entanto, outros números presentes no balanço do banco não são tão animadores. O banco arrecadou com tarifas cobradas de seus clientes R$ 13,215 bilhões, um crescimento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, mesmo com o aumento no número de funcionários, as despesas de pessoal da empresa ficaram em R$ 9,9 bilhões. Assim, o banco consegue pagar 1,32 vezes sua folha de pagamento apenas com o arrecadado em tarifas bancárias.
“O aumento do número de funcionários é uma boa notícia, mas a enorme arrecadação do banco somente com tarifas cobradas diretamente dos clientes mostra que há muito espaço para mais contratações”, afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf e funcionário do BB. “É preciso contratar mais para diminuir a sobrecarga dos bancários e melhorar o atendimento aos clientes. Além disso, a geração de emprego e renda é fundamental para que o Brasil possa enfrentar os efeitos da crise internacional”, sustenta.

Crédito

Os clientes também são atingidos pelo spread bancário (diferença entre o custo do banco ao captar dinheiro e os juros cobrados nos empréstimos). Enquanto o spread global está em 5,8%, a taxa nas operações de crédito (que exclui operações subsidiadas pelo governo) é bem maior: 8,5%. No caso das pessoas físicas, o spread fica em 14,6%.
Os dados referentes ao crescimento da carteira de crédito do banco mostram que o crédito à pessoa física segue no foco da instituição. As modalidades CDC Consignação e CDC Salário cresceram respectivamente 16,2% e 19,9%, alcançando R$ 65 bilhões. Enquanto isso, o crédito para o Agronegócio, setor em que o banco tem tradicionalmente forte presença, cresceu a taxas menores: 14,1 para pessoa jurídica e 11,4% para pessoas físicas.
“Essas variações mostram que o banco cada vez mais aposta no crédito para o consumo e não para a produção”, afirma Marcel. Essa visão é corroborada pelas estimativas de crescimento para o próximo período divulgadas pelo banco. A empresa esperar aumentar em 21% as operações de crédito para pessoa física, enquanto os empréstimos para o agronegócio devem crescer 12%. “Com isso, a empresa deixa de financiar atividades que geram empregos e desenvolvimento par ao país, se afastando de seu papel de banco público”, completa.

Fonte: Contraf

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