CTB deseja a todos e todas um Ano Novo de Paz

2012 – Um Bom Ano para todos os que lutam

por Zillah Branco*

As pessoas quando transmitem os seus votos para o próximo ano projetam o que desejam para elas próprias naquele momento. É justo e fraterno, mas deixa de assinalar o que especificamente falta ao outro. Com a experiência da velhice não vou referir sonhos de grandeza e felicidade para o futuro, que hoje soam como lantejoulas e euforia que disfarçam a realidade e deixam a elite dominante como o modelo a ser seguido. 

Também não indico caminhos para superar as dificuldades porque cada um – com o seu DNA e a sua cultura – tem o direito de seguir o caminho próprio. Desejo a todos os que lutam, apenas o que me parece fundamental: Tenham saúde, força e tranquilidade para manter a dignidade e a solidariedade com todos, e prosseguir no caminho da luta pelo desenvolvimento humano.
O Brasil atingiu uma condição melhor para oferecer condições de vida normal a todos os seus filhos, desde que o governo adotou uma orientação política progressista que os movimentos populares e organizações de esquerda exigiam. A tradução está no 6º lugar alcançado na lista dos países financeiramente desenvolvidos. Mas, como todos sabem, essas condições estão pessimamente distribuídas pela população, e milhares ainda buscam o seu sustento nos lixões cheios de restos deixados pela elite e seus parceiros. Será necessário unir os que lutam pela subsistência e pelo desenvolvimento.
Aos poucos o povo vai tomando consciência de que a democracia depende da sua participação organizada e muitos intelectuais e mesmo assessores do poder político e de empresários, procuram lançar novos projetos para abrir portas à participação popular. É um grande avanço, e será maior se a consciência do cidadão se mantiver na liderança sem submissão aos modelos que são propagandeados com intenções privadas. Quem não desenvolve a consciência de cidadania não luta, portanto não vence.
De acordo com a Constituição nacional: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. (Art.2) – São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. A participação dos cidadãos não se encerra, portanto, na eleição de um presidente que dirige o Poder Executivo. Terá de acompanhar o desempenho dos três Poderes para garantir que agem de forma coerente e harmônica no desenvolvimento da vida nacional. A luta dos cidadãos é permanente para impedir que desapareçam a harmonia e a coerência entre as decisões tomadas pelos três Poderes. Através da prestação dos serviços públicos, mais eficaz e com o devido respeito por cada cidadão, sem discriminação e eficiente que os princípios constitucionais democráticos são manifestados. E a coerência com a democracia, no Brasil, ainda falta em muitos casos, exigindo pressão popular para que cada serviço de atendimento social funcione na medida das necessidades reais.
Com a vigência de uma elite ocupando altos postos políticos ou económicos, a realidade vivida pela grande massa popular é mal percebida pelos que tomam decisões nacionais nos Poderes da União. São decisões colegiais aprovadas por uma maioria ainda herdeira da antiga cultura elitista. As pressões levadas por organizações populares apoiam as poucas vozes favoráveis aos interesses das camadas menos favorecidas aumentando a força de convencimento dos que as defendem nos Poderes.
Os caminhos para a participação popular junto aos Poderes Constitucionais no Brasil estão abertos e esta é a esperança que o Novo Ano oferece aos cidadãos conscientes dispostos à enfrentarem a luta. Feliz Ano Novo!

*Zillah Branco é colunista do Vermelho (http://www.vermelho.org.br)

Entrevista com Emanoel Souza: “Defendemos a unidade sindical”

Emanoel Souza, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e funcionário da Caixa Econômica Federal

Em entrevista ao jornal O Bancário, de 19/12/2011, Emanoel Souza, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe falou sobre os desafios para o novo mandato, a importância da democratização da mídia e defendeu a unidade sindical. Emanuel é empregado da Caixa desde 1982 e presidente reeleito da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe para o triênio 2012/2015, está na militância desde a adolescência. 

O Bancário – Quais os desafios para a próxima gestão da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe?

Emanoel Souza – O primeiro aspecto é a coordenação dos sindicatos de toda a Bahia e de Sergipe no sentido intensificar a política classista que hoje vigora. A conjuntura que se aproxima não será fácil. A crise mundial, mais cedo ou mais tarde, terá reflexos no Brasil, e, por conta disso, é importante que os trabalhadores desde já unifiquem as ações. A Federação ainda coordena as campanhas salariais para que, junto com a CTB e outras centrais sindicais, sejam feitas mobilizações no sentido de garantir os direitos que os trabalhadores têm hoje e ampliar outros.

O Bancário – E quais foram os momentos mais difíceis enfrentados até agora?

ES – Na última gestão conseguimos dar conta de coisas importantes. Havia uma demanda muito grande dentro da Federação no sentido da interiorização da entidade. Ou seja, uma presença maior nos sindicatos de base. Conseguimos avançar, mas precisamos avançar mais. Progredimos também na comunicação, mas precisamos estar mais presentes nas redes sociais. O terceiro aspecto é a formação. Não apenas a formação política dos dirigentes sindicais e sim começar a olhar a formação do bancário.

O Bancário – Qual é a posição da Federação em relação à proposta da CUT na defesa da reforma sindical?

ES – Discordamos totalmente da proposta, que vem no sentido de por fim a unicidade sindical, ou seja, instituir o pluralismo sindical no país. O que significa mais de um sindicato da mesma categoria numa base. Nós somos contra. Achamos, inclusive, muito grave que o assunto seja trazido para o centro do debate agora, principalmente no momento em que os trabalhadores de todas as categorias receberão ataques. Porque não tenham dúvida, na crise do capitalismo, a corda arrebenta no lado mais fraco. Se não tivermos organizados enquanto classe trabalhadora, perderemos direitos aqui no Brasil. Além de discordarmos do conteúdo, defendemos firmemente a questão da unidade sindical.

O Bancário – E a CTB tem uma contraproposta?

ES – A posição da CTB é de que a discussão da reforma sindical seja feita na perspectiva de ampliar a democracia, os espaços de reconhecimento do movimento sindical. Agora, o que os trabalhadores precisam fazer é entregar a pauta aprovada no Conclat, que contou com mais de 20 mil pessoas. Esta é a agenda dos trabalhadores. E na agenda esse ponto não é discutido. Temos de debater a melhoria das condições de trabalho, o fim da terceirização, a elevação do poder de compra do trabalhador, a reforma agrária, a democratização da mídia, a reformulação do SUS, garantindo mais verba e qualidade e a redução dos juros. Esses são os temas que precisamos nos concentrar agora.

O Bancário – Porque considera importante a luta pela democratização da mídia pelos sindicatos?

ES – Ela não é importante apenas para os sindicatos. Hoje, sem a democratização, sem o acesso às informações, sem a possibilidade de as pessoas também serem produtoras de informação, não existe democracia. A mídia brasileira é concentrada na mão de seis ou sete famílias, que manipulam a notícia a seu bel prazer. Essa situação é insuportável. Trata de você democratizar o acesso, seja no que diz respeito à concessão das emissoras de rádio e TV, a por fim a propriedade cruzada dos meios de comunicação. Que seja principalmente no que diz respeito à implantação de um plano nacional de banda larga para toda a população para que as pessoas possam ter também uma descentralização da produção. Atualmente, 90% do que é produzido na Globo, por exemplo, vem do eixo Rio-São Paulo. Só que o Brasil é muito mais rico do que isso. O país tem uma riqueza cultural imensa na Amazônia, no Rio Grande do Sul, aqui na Bahia, em todo o Nordeste. Então, quando trabalhamos o debate da democratização da mídia, estamos lutando por democracia. Quando chega ao movimento grevista, na luta dos trabalhadores, essa imprensa dá apenas a versão do ponto de vista dos patrões. Quando a imprensa se refere a uma ação do MST, utiliza invasão de terra. Quando se refere a Israel em relação aos palestinos, usa o termo ocupação de terra. A acepção da palavra mudou todo o conteúdo. Democratizar as mídias é democratizar as relações sociais no Brasil e nós já passamos da hora de fazer isso.

Fonte: http://feebbase.com.br

Festa de Yemanjá em Salvador: religiosidade e meio ambiente

Por Iracema Reimão Silva, Cláudio Sampaio e Sérgio Santana Neto – Comissão Científica da Global Garbage

Há 88 anos, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, é realizada a festa em homenagem a Yemanjá, considerada a Mãe de todos os Orixás. Nesta festa, ocorrida no dia 02 de fevereiro e organizada pelos pescadores da Colônia Z-01, milhares de pessoas entregam seus presentes à entidade. Estas oferendas são organizadas em balaios de vime e levadas ao mar em uma grande procissão marítima (Jornal A Tarde, 02/02/2011).

Embora a festa realizada no Rio Vermelho seja a mais conhecida, outras colônias baianas de pescadores também homenageiam Yemanjá no dia 02 de fevereiro. Nos demais estados a festividade acontece no dia 08 de dezembro.

Segundo a historiadora Maria Helena Flexor, desde o início do século passado já eram realizadas festas religiosas presenteando entidades no Dique do Tororó (Oxum ou Oxumidou) e no mar (Yemanjá – também conhecida como Ogun-te a maior, a Rainha, a Mãe dos peixes, geradora das águas). Acredita-se que a extinta festa da Purificação de Nossa Senhora ou das Candeias, que também era comemorada em 02 de fevereiro, tivesse relação com Yemanjá.

Na tentativa de avaliar a percepção dos participantes e alertar sobre a necessidade de escolher presentes preferencialmente biodegradáveis, o Grupo de Estudos sobre Lixo Marinho (Núcleo de Estudos Hidrogeológicos e de Meio Ambiente/UFBA, UFAL, Diretório Acadêmico de Oceanografia/UFBA e Global Garbage) realizou 147 entrevistas intencionais (sem pretensão estatística) durante a Festa de Yemanjá, no dia 02/02/2011. Durante estas entrevistas foi aplicado um questionário com uma breve caracterização socioeconômica dos entrevistados (gênero, idade, escolaridade, renda mensal e local de residência) e com questões referentes aos presentes (O que você costuma oferecer a Yemanjá? O que acontece com os presentes depois da festa? Você concorda com presentes feitos de qualquer material? Por quê? Quais presentes são mais adequados?).

A análise destes questionários indicou predominância de mulheres (69%), com idades entre 18 e 50 anos (73%), com ensino superior completo (49%), renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos (67%) e moradoras de Salvador (73%).

A maior parte dos entrevistados costuma oferecer flores e perfumes. São também ofertados espelhos, pentes, sabonetes, bijuterias, bonecas, comidas (especialmente frutas e doces), maquiagens, fitas coloridas, dinheiro, entre outros itens. Quando perguntados sobre o que acontece com os presentes depois da festa, 51% dos entrevistados responderam que eles ficam no mar e 18% acreditam que só permanecem no mar os que são aceitos por Yemanjá, os não aceitos retornariam para a praia.

A pesquisa indicou também que 77% dos entrevistados não concordam com presentes compostos por qualquer tipo de material, devido ao risco de poluição. A maior parte dos entrevistados que concordou com presentes de qualquer tipo justificou a escolha na tradição de que os presentes devem agradar a Orixá, independente da sua composição.

Quando perguntados sobre o presente ideal, 68% indicaram flores e perfumes (sem o recipiente).

Esta pesquisa representa uma primeira contribuição na tentativa de evidenciar que é possível manter a tradição sem prejudicar demais os ecossistemas costeiros e marinhos através da substituição do plástico (utilizando então pentes de madeira e bonecas de pano) e do vidro (ofertando apenas o perfume sem o recipiente) e dando-se preferência às flores.

Iracema Reimão Silva é Doutora em Geologia Costeira, Marinha e Sedimentar, Professor Adjunto do Departamento de Sedimentologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Cláudio L. S. Sampaio é Biólogo, Doutor em Zoologia e Professor Adjunto do curso de Engenharia de Pesca, Unidade de Ensino Penedo, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Sergio Pinheiro de Santana Neto é Biólogo, Mestrando em Geologia Costeira, Marinha e Sedimentar pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Fonte: http://www.globalgarbage.org

Assembléia para os bancários do HSBC de Itabuna

EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 14.358.204/0001-03, Registro sindical nº 118.036/67 por seu presidente abaixo assinado, tendo em vista o disposto no artigo 2º da Portaria 373 de 25 de fevereiro de 2011 do Ministério do Trabalho e Emprego, convoca todos os empregados do HSBC BANK BRASIL S/A – BANCO MÚLTIPLO, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, para a Assembleia Geral Extraordinária que se realizará dia 3 de janeiro de 2012, às 17:00(dezessete horas e trinta minutos), em primeira convocação, e às 18:00(dezoito horas), em segunda convocação, no Auditório do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, situado no Av. Duque de Caxias, nº 111, Centro – Itabuna – BA., para autorizar a diretoria a proceder a negociação e celebrar acordo coletivo de trabalho sobre sistema alternativo eletrônico de controle de jornada, bem como delegar poderes para tanto.

Itabuna (BA), 28 de dezembro de 2011.

JORGE BARBOSA DE JESUS

Presidente

Bompreço dá presente de grego a 12 trabalhadores

Depois de bater recorde de vendas neste final de ano, o Bompreço resolveu dar um presente de grego para funcionários e clientes. A empresa, que já trabalha com quadro de funcionários reduzido, de uma só paulada demitiu nesta semana 12 trabalhadores. Com isso, os funcionários que ficam, que já sofrem com doenças ocupacionais adquiridas em virtude do acúmulo de funções e do stress, serão mais massacrados ainda, enquanto os clientes enfrentarão filas mais longas, além de empacotar suas mercadorias, trabalhando de graça para o Walmart.
O Sindicato dos Comerciários realizará manifestações na loja contra o que considera uma ação desumana para com aqueles que contribuíram e contribuem para o lucro da empresa e uma falta de respeito para com seus clientes.

Fonte: http://www.comerciariosnaluta.com.br

Assista ao vídeo da grande final do Campeonato dos Bancários 2011

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