Morre a militante Edíria Carneiro aos 86 anos

Morreu na cidade de São Paulo, na noite de ontem (25), a artista plástica Edíria Carneiro, aos 86 anos. Internada há alguns dias, a viúva  de João Amazonas, dirigente histórico do PCdoB, sofreu uma parada cardíaca. Seu corpo está sendo velado na Beneficência Portuguesa, e será cremado no Crematório Primavera, em Guarulhos, durante a manhã. O Vermelho reproduz nota do partido sobre Edíria, militante que ajudou a imprimir a história do Partido Comunista do Brasil com suas gravuras e telas.

Edíria Carneiro: uma artista engajada por um mundo novo

Neste dia 25 de dezembro, as mãos da talentosa artista plástica Edíria Carneiro – que por décadas trabalharam e criaram gravuras e pinturas que coloriram de esperança a luta do povo – estão postas e imóveis sobre seu peito. Com o coração consternado, a direção nacional do PCdoB comunica o falecimento de Edíria. E apresenta seus sentimentos a seus filhos, netos e parentes. Há dias ela se encontrava em tratamento numa unidade de terapia intensiva de um hospital da cidade de São Paulo.

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Edíria Carneiro era militante do Partido Comunista do Brasil desde 1945. Desde o início dessa trajetória soube associar sua militância política com a força criativa de sua arte. Foi ilustradora de várias publicações vinculadas ao Partido, como o jornal A Classe Operária e as revistas Momento Feminino e Seiva, além de cartazes e folhetos. Como artista se moveu por uma insaciável sede de desenvolver ao máximo suas potencialidades, vinculando estudo e audácia estética. Estudou na Escola de Belas Artes, em Salvador, seguiu um itinerário de aprendizagem com vários mestres brasileiros. No final dos anos 1970, morando no exílio em Paris, trabalhou em ateliês de renomados gravuristas. Ao longo de sua carreira, participou de exposições no Brasil, França, Estados Unidos da América, Taiwan, Espanha, Argentina e Cuba.

Obras de Edíria Carneiro

Nos últimos anos, impedida pela idade avançada de usar a prensa para imprimir suas gravuras, dedicou-se à pintura. Num ciclo fértil e intenso de trabalho pintou uma série quadros nos quais retratou, com destaque, “as belas e corajosas senhoras do povo”: cortadoras de cana, lavradoras sem-terra, mães protegendo a prole da miséria… Em suma, a força e a beleza das mulheres trabalhadoras.

Leia matéria completa clicando no link abaixo:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=171866&id_secao=8

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