Pastor de Vitória da Conquista denuncia homofobia dentro da própria igreja

Adolescente gay e evangélico é excluído da própria Igreja por conta da orientação sexual

Pai do adolescente, à esquerda, ao lado do pastor, durante depoimento na delegacia

Em uma atitude no mínimo surpreendente, o pastor da Igreja Batista da Graça em Vitória da Conquista, na Bahia, Sérgio Emílio Meira Santos, foi até uma das delegacias da cidade nesta segunda-feira, dia 9 de janeiro, para prestar queixa contra aquilo que define como homofobia dentro da sua própria igreja.

De acordo com o pastor, um jovem de 16 anos, membro da congregação, estaria sofrendo preconceitos por conta de sua orientação sexual. Por conta de sua defesa para que o adolescente tivesse o direito de continuar frequentando o espaço, o conselho administrativo da Igreja decidiu demiti-lo.

Em depoimento à delegada plantonista Carla Rodrigues, o pastor Sérgio ainda declarou que a sexualidade do adolescente foi colocada em discussão em pleno culto, pela vice-presidente do Conselho, Helita Figueira, que declarou estar insatisfeita com a presença de um jovem gay na igreja.

“Sei que houve uma reunião na casa de um membro do corpo administrativo da Igreja Batista da Graça, reunião que teria ocorrido no dia 23 de dezembro, e um dos assuntos discutidos é que eu haveria colocado uma pessoa de orientação sexual homossexual para tocar o teclado e por isso eu não poderia continuar como pastor dessa igreja. E o que me surpreendeu é que eu presidi o culto no dia 31 de dezembro, presidi a escola dominical e o culto do dia 1 de janeiro, com todos os membros presentes, e nada foi falado sobre minha saída da Igreja”, alega o religioso.

“Mas no dia 2 de janeiro, sem comunicação aos membros da igreja, que é dirigida pela sua assembleia geral, um táxi, de forma anônima, entregou a carta ao meu pai, que não é uma pessoa evangélica. No decorrer dessa balbúrdia, descobrimos que um dos assuntos tratados na reunião da vice-presidente do Conselho Administrativo (Helita Figueira) é que eu não tinha condições de continuar como pastor uma vez que coloquei um homossexual tocando teclado”, explica o pastor.

Agora, o caso será analisado pela delegacia da cidade. Como o PLC 122 – por pressão da bancada evangélica no Senado Federal – não foi aprovado, ainda não há uma lei que puna a homofobia e o caso de “amor ao próximo” demonstrado pelo Conselho Administrativo da Igreja pode ficar sem solução.

Fonte: http://mixbrasil.uol.com.br

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