Servidores municipais derrotaram proposta de divisão da categoria

A luta dos servidores municipais de Itabuna teve mais uma etapa vitoriosa sob o comando do Sindserv. No último dia 30 de janeiro, integrantes do Conselho Municipal de Saúde, orientados pelo Sintesi e pela CUT, tentaram sem êxito fundar uma entidade que, segundo eles, iria representar todos os servidores municipais da Saúde no Sul da Bahia.

Uma proposta estapafúrdia, que além de desorganizar a luta dos trabalhadores, apontava para a divisão e o enfraquecimento da categoria, que possui demandas históricas diferenciadas, dependendo da realidade objetiva em cada município, o que tornaria inviável a unidade e a mobilização na luta por melhores salários e condições favoráveis de trabalho.

O que chamou a atenção e aumentou o repúdio dos servidores municipais é que o “novo” sindicato preconizado por esses pseudo-sindicalistas abrangeria cerca de 30 municípios, o que por si só inviabilizaria a luta, que em cada cidade tem suas próprias características. Além disso, querer desorganizar e dividir o que já existe e funciona, como é o caso do movimento sindical combativo implementado pelo Sindserv desde 2009, é entregar munição de mão beijada para as administrações municipais deitarem e rolarem com questões cruciais da luta ao longo do tempo, a exemplo da batalha por melhores salários, regularização do pagamento em dia dos vencimentos, Plano de Cargos e Salários e condições dignas de trabalho. Isto sim seria um retrocesso e um prejuízo sem precedentes na história de luta dos servidores municipais.

A assembléia ocorrida no dia 30 de janeiro só não conseguiu saciar o apetite de poder da turma da CUT, do Sintesi e de integrantes do Conselho Municipal de Saúde, tendo à frente a sua presidenta Maria das Graças, graças à mobilização de servidores de Itabuna, Itapetinga, Pau Brasil, Itapebi, Ubaitaba, Camacã, Jussari, Ibicaraí, Canavieiras, Porto Seguro, Una, Mascote, Eunapólis, Ilhéus, dentre outras cidades, que compareceram em peso e, de forma unitária rejeitaram a proposta golpista desses falsos líderes que estão a serviço de seu partido e de políticos desgastados e sem respaldo com a classe trabalhadora. Mesmo assim, os sindicalistas ligados à CUT tentaram inviabilizar a participação dos servidores não permitindo a entrada no local da assembleia e também não queriam que o evento fosse registrado através de fotografias, o que prontamente foi rechaçado por todos.

Ficaram recuados e alguns fugiram quando cerca de duzentos servidores adentraram o recinto reivindicando o direito legítimo de participação na reunião. Depois de garantida a participação de todos, dirigentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB -, dirigiram a assembleia e a proposta intentada pela CUT, Sintesi e de membros do Conselho Municipal de Saúde, constante no edital de convocação, foi colocada em votação e por unanimidade foi derrotada pelos presentes.

A unidade dos trabalhadores foi preservada. A participação com mobilização de todos e todas foi fundamental para derrotar o golpe da divisão e do enfraquecimento da categoria.

Viva a luta dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil!

Viva o Sindserv. Viva a CTB

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