Alice acredita no governo para acabar com greve da PM na Bahia

Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), as negociações para acabar com a greve dos policiais militares na Bahia estão sendo bem conduzidas pelo governo estadual. Ela não vê necessidade de abrir mais um contencioso com a entrada de parlamentares federais nas negociações. E defende o movimento reivindicatório, mas critica o que considera “um transbordamento” do movimento.

“As coisas já estão bastante encaminhadas, o governador (Jacques Wagner) montou uma mesa de negociação, que está em debate permanente, construindo saídas e aponta com parcelamento de gratificação”, conta a parlamentar, acrescentando que “o Governo da Bahia está encaminhando muito bem e espero evidentemente que tudo que o governador está dizendo seja cumprido. 90% não será punibilizado porque são homens e mulheres de bem na PM e quem cometeu atos de vandalismo tem que ser judicializado”.
Para a parlamentar, “qualquer categoria tem direito de realizar greve e construir seus movimentos, e eu, que sou fruto desse ventre, tenho a clareza que esse direito é um dos mais importantes avanços democráticos que o Brasil teve”. Mas a situação que se instalou no estado gerou clima de grande desconfiança sobre a natureza do movimento, avalia.

“As bordas transbordaram e, com o controle ou não daquele comando que está amotinada na Assembleia da Bahia, a sociedade foi atingida por onda de violência e acerto de contas na periferia da cidade e interior, e assolada pelo medo, com tiros para o alto, ônibus atravessados perpendicularmente nas avenidas …”, conta a deputada, para explicar as críticas que faz ao movimento.
E enfatiza: “A movimentação reivindicatória na PM é justa porque é uma atividade de alta periculosidade que envolve a guarda de vidas e a exposição da vida dos que trabalham fardados. Se tratasse apenas do objeto reivindicatório e organizasse métodos compatíveis com o estado democrático de direito seria mais uma greve a ser negociada com natureza eminentemente sindical”.

PEC 300

Ela afasta a ideia de que o movimento grevista possa pressionar a Câmara dos Deputados na votação da PEC 300, que estabelece um piso salarial nacional para os policiais militares e bombeiros.
Alice Portugal lembra que no ano passado foi firmado acordo na Câmara para que se retirasse da PEC 300 os valores do piso “porque a musculatura econômica do Piauí é diferente de São Paulo, do Acre é diferente do Rio Grande do Sul. É preciso reunir as lideranças dos policiais, o colégio de líderes e representantes dos governadores para se ter uma análise dessa posição para depois se pautar (a matéria) na Câmara dos Deputados”.

Fonte: http://www.vermelho.org.br

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