Gravações foram feitas por governo baiano e comemoradas no Planalto

Governador da Bahia, Jaques Wagner, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Foto: AE

Jaques Wagner (PT) recebeu parabéns de Lula e Dilma pela reviravolta nos rumos da greve da Polícia Militar na Bahia; governador teve apoio da presidenta

As conversas gravadas entre líderes do movimento grevista da Polícia Militar na Bahia e policiais do Rio de Janeiro foram feitas pelo setor de inteligência do governo baiano.

As gravações, que mostram acertos para a realização de ações de vandalismo em Salvador, tinham autorização judicial. Segundo fontes do governo baiano, a Justiça autorizou as gravações porque os 12 grevistas com mandados de prisão expedidos já respondiam a processos.

O governador Jaques Wagner (PT) já enviou as fitas com os diálogos para o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Nesta quinta-feira, policiais militares do Rio fazem assembleia para decidir se entram em greve. A Assembleia Legislativa aprovou o reajuste salarial da categoria.

A reviravolta nos rumos da greve, que poderia se estender e prejudicar o carnaval baiano, foi comemorada pelo governo estadual e federal.

Wagner recebeu telefonemas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidenta Dilma Rousseff, do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, do ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, e de diversos parlamentares. Todos parabenizaram o governador pelo impacto da divulgação das gravações, que levou à desocupação da Assembleia e a prisão dos líderes grevistas.

O governo federal apoiou, desde o início, os trabalhos de Wagner para administrar o processo grevista.

No dia 31, quando a greve estourou, Wagner estava na comitiva de Dilma no Haiti. Ele aproveitou a estrutura do avião presidencial, como o sistema de comunicação, para articular uma ação para desmobilizar a greve. A presidenta Dilma também ligou para o ministro Cardozo para o envio imediato das tropas nacionais para a Bahia. Na greve de 2001, a Força Nacional demorou sete dias para se deslocar para o Estado, nesta, foram apenas dois dias.

O governador baiano estava sofrendo forte pressão do empresariado baiano e setores da PM, inconformados com a quebra de hierarquia, para invadir a Assembleia. Mas o ministro da Justiça ao chegar a Bahia disse que a greve era legal e citou diversos movimentos grevistas de policiais em outros Estados.

A previsão do governo baiano é a de que a greve termine no máximo no domingo. O reajuste salarial deve ser aceito pelos grevistas e a questão da anistia dos presos, deve ficar com a Justiça. Após o fim da greve, mudanças devem ocorrer na cúpula da PM baiana.

Fonte: Com iG São Paulo

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