Sindicalista acusa Wagner de copiar regime militar

Luis Fernandes, presidente do Sindicacau

Enquanto a maioria da população se posicionou contrária à greve dos policiais militares, encerrada no sábado (11), o presidente do Sindicacau, Luiz Fernandes, se posicionou favorável aos grevistas e disse que a paralisação só aconteceu por causa da intransigência do governo Jaques Wagner, que tratou a questão com desdém e ainda subestimou a capacidade mobilizadora da categoria.

“Primeiro, o governador viajou para Cuba como se nada estivesse acontecendo. Depois, desconsiderou as reivindicações do pessoal e foi intransigente o tempo todo. Em resumo, a greve só aconteceu por culpa do governo, que poderia ter evitado a greve”, atesta o sindicalista.

“Estranhamente, o governo Wagner recorreu a métodos ortodoxos adotados durante o regime militar, com escutas telefônicas, perseguição, prisão de líderes do movimento e outras práticas abomináveis”, aponta Luiz Fernandes.

Lembrou, ainda, que mesmo antes da greve a Bahia já vivia um clima de intranquilidade, com o registro de assaltos a banco e assassinatos provocados pelo comércio e consumo de drogas, entre diversas outras modalidades de crime.

No entendimento de Fernandes, “em nenhum momento Wagner pediu ajuda à presidente Dilma para que ela enviasse para a Bahia a Força Nacional, o Exército e a Polícia Federal para ajudarem a Polícia Militar a conter a onda de violência em todo o estado, o que é de se estranhar”.

Culpa do governo

“Além do mais, com a instalação da greve, o governo passou a vender a ideia de que tudo de ruim que estava ocorrendo na Bahia era por culpa da greve. Mas não disse que o único culpado por tudo era o próprio governo, que se omitiu ao não pedir ajuda ao governo federal, visando garantir a segurança do povo baiano”, comenta.

“Quando resolveu pedir ajuda ao governo federal, o governador Wagner o fez não preocupado com a população, mas, sim, querendo a prisão de  líderes grevistas, que foram chamados de formadores de quadrilha, baderneiros, vândalos e outros adjetivos mais”.

O presidente do Sindicacau não esquece que o hoje governador fez nome na política participando e promovendo greves, como esta da Polícia Militar. “Mas, no governo, Wagner renuncia ao seu passado, acusando grevistas de serem criminosos, chegando ao ponto de defender a prisão de policiais, de negar anistia e suspender o pagamento dos dias parados”.

Luiz Fernandes aconselha o governo a conceder anistia aos líderes grevistas, encerrar as perseguições e atender a todas as reivindicações dos policiais militares, “porque não tem nada pior do que um trabalhador voltar ao trabalho insatisfeito”.

Fonte: http://agora-online.com.br

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